Estado
Cultivo de hortaliças vai proporcionar trabalho e aprendizado para internas do regime fechado

Oferecer possibilidades de ressocialização e remição de pena através do trabalho são compromissos firmados pelo Estado e garantidos pela Lei de Execução Penal. Nesse sentido, sete internas da Unidade Prisional Feminina de Palmas (UPF- Palmas) começaram nesta segunda-feira, 24, a preparação do terreno que será usado para cultivar uma horta dentro da unidade. Com a tarefa de preparar o solo e cultivar as hortaliças, as reeducandas terão reduzidos um dia de pena a cada três dias trabalhados, além do que estarão aprendendo um ofício que poderá garantir sua subsistência fora dos muros.
Para realizar esse projeto, a chefe da Unidade, Lídia Nara Malagoli, buscou o apoio do Conselho da Comunidade de Execução Penal da Comarca de Palmas e também do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso (Nadep), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE/TO). O Nadep auxiliou na aquisição de ferramentas para o cultivo da horta, como rastelos, pás, bandeja para mudas, sementes e outros. “Fiquei surpresa, o Conselho da Comunidade conseguiu com o Nadep materiais de muito boa qualidade e também garantiu a vinda do instrutor, Seu Cidinho, que vai auxiliar as meninas na implementação com técnicas de plantio e manutenção da horta”, conta.
A chefe da unidade explica ainda que a nova atividade, além de propiciar a remição, também colabora na manutenção da ordem na unidade prisional. “Quando temos projeto de remição sendo executados, as detentas mudam o comportamento, melhoram, porque só participam da remição aquelas que têm bom comportamento no cotidiano”. Atualmente, 53 mulheres cumprem pena na UPF de Palmas, complementa.
Capacitação
A capacitação, facilitada pelo Conselho da Comunidade, está sendo realizada por Alcides dos Reis Cordeiro Filho, conhecido como Seu Cidinho. Ele é técnico em agropecuária e trabalha no Instituto Federal (IFTO) de Araguatins, onde auxiliou na implantação da horta da Cadeia Pública de Araguatins, projeto que tem funcionado com sucesso e se estendeu para Palmas. “Estamos adequando a topografia, a acidez do terreno e realizando a correção de macro e micronutrientes para que dê tudo certo nesta horta”, disse Cidinho, informou também que já foram plantadas sementes de coentro, alface, pimentão e couve.
“Essa atividade tem um potencial muito grande de mudança de comportamento, porque os nossos neurônios não estão encarcerados. Embora as meninas estejam encarceradas, elas são seres humanos com todo potencial e capacidade mental”, reforçou Seu Cidinho.
A sentenciada L.A.J, de 30 anos, se diz grata pela oportunidade de ser selecionada para o projeto. “É algo muito importante, através desse trabalho a gente tem a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, para construir uma vida diferente lá fora e também de aprender algo novo”, disse. Para ela, o projeto complementa sua formação em agronegócio. “Lá fora já é difícil arrumar um emprego, mesmo sem ter passado pelo Sistema Prisional. Então, por meio do que a gente aprende aqui, podemos colocar em prática lá fora e gerar nossa própria renda” [Sic].
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